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Dilma diverge do PT e diz que Levy fica na fazenda

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A presidente Dilma Rousseff confirmou neste domingo a permanência de Joaquim Levy à frente do Ministério da Fazenda e disse lamentar que o escândalo envolvendo as supostas contas secretas mantidas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, na Suíça tenha como protagonista "um brasileiro".

As declarações foram dadas a jornalistas no hotel onde a presidente está hospedada, em Estocolmo, na Suécia. Dilma está em viagem oficial pelo país e pela Finlândia durante quatro dias. Ela retorna ao Brasil na noite da próxima terça-feira.

Sobre Levy, Dilma desmentiu informação divulgada pela revista Veja na última sexta-feira de que o titular da Fazenda teria lhe apresentado seu pedido de demissão do cargo. Os dois se reuniram na sexta-feira passada no final da tarde depois que o ex-presidente Lula pediu publicamente a demissão de Levy.

"O ministro Levy fica", acrescentou. "Ele não está saindo do governo".
"A partir de agora, não vou mais responder sobre o ministro Levy. Se ele fica, é porque nós concordamos com ela (política econômica)".

Questionada sobre a declaração do presidente do PT, Rui Falcão, que também defendeu o afastamento de Levy se ele não muder em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo deste domingo, Dilma afirmou que "o presidente do PT pode ter a opinião que quiser".

"Não é a opinião do governo. A gente respeita a opinião do presidente do PT, porque ele é o presidente do partido que integra a base aliada, mas isso não significa que é a opinião do governo", disse.

"Vivemos uma democracia. Não podemos querer que todas as pessoas pensem igual. A pessoa tem direito de externar que não concorda com a posição".

"No passado, quando a gente divergia, a gente ia para a cadeia. Hoje, é absolutamente normal que as pessoas têm opiniões divergentes."

Dilma criticou especulações de que Levy teria demonstrado insatisfação sobre a pressão que vem recebendo de integrantes do PT, entre eles do ex-presidente Lula.

Sobre Lula, a presidente disse que o petista nunca lhe cobrou a demissão de Levy.
"Ele nunca me pediu nada. Quando o presidente Lula quer uma coisa que diz respeito a posições dele, ele não tem o menor constrangimento de falar comigo".

Segundo Dilma, o maior do problema do Brasil é "estabilizar a economia, fazer com que o país volte a crescer".

Questionada sobre a estabilidade política, Dilma também pediu um acordo com a sociedade para vencer a crise.

"Hoje, temos de buscar sistematicamente um ambiente de diálogo, de entendimento, de paz. E não um ambiente em que questões partidiárias ou pessoais sejam colocadas acima dos interesses do país".

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