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Luaty Beirão prescinde de assistência médica caso o seu estado clínico se agrave

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Numa carta, o ativista angolano refirma a intenção de permanecer em greve de fome até que seja libertado e deixa o seu “derradeiro desejo”: “quero ser cremado e que as minhas cinzas sejam vertidas no mar”.




“Declaro que na eventualidade de atingir o estado de coma ou desorientação cognitiva, prescindo da assistência”, escreve o ativista angolano Luaty Beirão numa carta datada de quinta-feira e agora difundida pelas redes sociais. O músico entrou esta sexta-feira no 26.º dia de greve de fome.

Segundo apurou o Jornal Expresso junto de fonte próxima de Luaty Beirão a carta é verdadeira. “Aquilo realmente é a letra dele. É verdade”. Luaty Beirão escreveu a declaração no Hospital Prisão São Paulo e entregou-a a um “amigo que tem estado com ele nos últimos dias”.

Além de recusar assistência médica, o ativista deixa ainda indicações sobre os seus últimos desejos e reafirma que só parará a greve de fome quando for libertado.

Luaty Beirão foi transferido na quinta-feira do hospital prisão São Paulo (onde estava desde 9 de outubro) para uma clínica privada em Luanda. O jovem de 33 anos é um dos 15 ativistas detidos desde 20 de junho e acusados em setembro pelo Ministério Público angolano de atos preparatórios para uma rebelião e um atentado contra o Presidente angolano.

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